“Há tantas violetas velhas sem um colibri...
Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de Vênus”.

E eu não vou mais piscar.
E vou soltar minhas grandes palavras, porque sou uma menina de palavras longas.
Porque. Porque há um muro, e há seu nome nele.
E eu nunca gostei de muros... Mas aquele nos separava, e o lado que ficava a minha frente, ainda tinha o seu nome...
Escrito por Menina de Lua às 23h38
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"Posso ver a última folha voar quando eu aqui, começo a pensar todos se mudam, aqui, somente eu, eu só, nos balões reluzentes que rodopiam formando meu nome em um céu despedaçado por mísseis de dor absurda que invade, e diz, nem mesmo tu nascestes para te acompanhar. "
Ao chegar na janela consegue ver as borboletas?
Estavam ali o tempo todo e cada uma tinha sua cor, contaram inúmeras histórias enquanto você esteve fora. Por onde andou?
Senti com sua ausência o vento frio entrar pela porta a cada noite, e vi o campo de girassóis e rosas murcharem num segundo. Eis que uma borboleta volta lentamente e sussurra baixinho...
Ele está dormindo, lá fora em meio ao campo de flores mortas.
Ah... Agora entendo que estavas dormindo.
Escrito por Menina de Lua às 23h04
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